Acordei novinha em folha, pronta para
conhecer as belezas de Cusco. Tomamos café da manhã por volta das 8h30m. O café
da manhã no hotel é bem simples: café com leite, suco de manga, pão, queijo e
presunto e ovos fritos, se você pedir.
Após o café da manhã, fomos ao Centro
Artesanal de Cusco que fica bem pertinho do hotel em que estamos. Ficamos
absorvidos pela incrível quantidade de cores, cheiros e texturas. As roupas
feitas de lã de alpaca são uma sensação à parte. Impossível sair do mercado sem
levar algumas peças! Compramos camisetas, ímas, casacos para o frio (que está
bem mais forte do que esperávamos), e otras
cositas más.
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| Nuestro amigo Angelito |
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| Muitas cores |
Ao sair do mercado, visitamos um
pouco do centro de Cusco. Que cidade! Parece ter saído de um livro de História.
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| Cusco - Peru |
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| Balas de coca |
Fomos almoçar em um restaurante
típico da cidade. Paulo, Yanna e Demi escolheram o menu do dia: Sopa, Chuleta a
La Parrila e uma sobremesa que ninguém aprovou ( 7 soles por pessoa). Nem sei
bem o que era. Eu tomei uma sopa de Quinua, bem comum na cidade. Depois do
almoço, voltamos ao hotel e esperamos pelo guia, pois às 13h30min, começaria
nosso city tour pela cidade de Cusco. O City Tour, como já disse, custou 15
dólares por pessoa, mais as entradas para as atrações que só podem ser pagas em
soles e à vista.
Pegamos uma van que nos levou até
à Plaza de Armas, para a nossa primeira visita: a Catedral (15 soles a entrada).
Infelizmente, não é possível tirar fotos lá dentro, mas a sua beleza, com certeza,
ficará para sempre nas nossas memórias. As histórias contadas pelo guia, acerca
da Catedral, do domínio espanhol estabelecido em 15 de novembro de 1533 por Francisco
Pizarro, sobre as lendas do Señor de los Temblores, Santiago, sobre as lindas adaptações
feitas nas “réplicas” de pinturas europeias, sempre prestigiando a cultura inca,
são fascinantes.
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| Boleto grande para as atrações turísticas |
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| A Catedral |
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| Com mis amigas Cusqueñas |
De lá, fomos andando ao Museu do Qoricancha ou Koricancha (10 soles a entrada). Koricancha significa “Templo do Ouro”, o mais importante templo do Império Inca. O templo, que segundo relatos era feito de folhas de puro ouro, com várias estátuas de ouro, foi demolido pelos espanhóis para a construção da Igreja de Santo Domingo. Hoje, no local, além da igreja, também encontramos o Convento de Santo Domingo. Vale dizer que nos perdemos do guia e acabamos nem entrando no Museu. Sabíamos que o ônibus sairia de lá para a próxima atração, mas como não tínhamos noção de onde estava o grupo, resolvemos não arriscar e esperar o guia em frente ao museu.
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| Em frente ao Qoricancha |

Já estávamos quase desistindo, quando, enfim, o nosso guia apareceu. Pegamos um ônibus que nos levou à fortaleza inca de Sacsaihuaman ou Sacsayhuamán, outra visita imperdível (130 soles para visitar Sacsaihuaman, Qenqo, Tambomachay e o Vale Sagrado). Pura História. Faz-nos imaginar o quão pouco sabemos, na verdade, sobre nossas origens. A pergunta que sempre vem à mente é de como os incas conseguiram fazer tão grandiosa obra em um tempo tão longínquo. Como foram cortadas e transportadas aquelas imensas pedras, que mesmo após vários tremores de terra, permanecem intactas? A construção começou em 1438 e, dizem os historiadores, nunca foi acabada, pois os espanhóis chegaram e tomaram o lugar. Muitas pedras foram de lá retiradas para construir casas e igrejas na cidade de Cusco. Atualmente, podemos ver apenas 20% do que foi a construção original. Este sítio arqueológico fica a 3.700m acima do nível do mar. Segundo nosso guia, a antiga Cusco teria a forma de um puma pronto para atacar. A área onde se encontra Sacsaihuaman corresponderia à cabeça do puma, sendo o seu coração a Plaza de Armas e seu ventre Koricancha.

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| Em Sacsaihuaman |
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| Captando boas energias |
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| Meu Inca |
De lá, depois de mil fotos e
muita História, fomos às ruínas de Qenqo, outro sítio arqueológico de grande
importância. Ao sair, provamos o famoso “choclo con queso”. Que delicia! Definitivamente o melhor milho
cozido que já comi.
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| em Qenqo |
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| Comprando Choclo con queso |
Fomos, então, fechar nosso city
tour em Tambomachay, um lindo lugar a 3.800m de altitude que foi destinado ao
culto à água. O local possui uma série de aquedutos, canais e várias cascatas
de água que correm pelas rochas. Os canais foram construídos pelos incas para
abastecer a cidade de Cusco. As águas vêm desde a Cordilheira dos Andes (a 6 h
de distância caminhando).
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| Em Tambomachay |
Antes de deixar-nos na Plaza de
Armas, paramos em uma lojinha de produtos feitos de Alpaca. Tudo lindo e bem
carinho se comparado ao Centro Artesanal, mas de qualidade bem superior.
Fomos andando da Plaza de Armas
até o hotel (cerca de 5 quadras e 10min andando). Tomamos banho, abrimos uma
garrafa de vinho e começamos a comemorar a chegada do novo ano.
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| Comemorando a chegada do novo ano |
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| Prontos para a festa de fim de ano |
Por volta das 9h, fomos, também
andando (impossível transitar as ruas de Cusco perto da Plaza de Armas na
véspera de ano novo) à procura de um lugar para a ceia. Jantamos em um restaurante chique perto da Plaza. O menu
composto de entrada, prato principal, sobremesa e taça de vinho foi 60 soles. Escolhi
um ravióli vegetariano com molho de cenouras e Paulo costillas de cerdo. Vinho
Concha y Toro e uma deliciosa sobremesa de creme e chocolate amargo.
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| Ceiando com os amigos Yanna e Demi |
Meia Noite!!!!!! Que emoção!
Todos se abraçando, pulando, sorrindo, cantando e dançando. Mesmo com pouco
oxigênio, demos “la tradicional vuelta en la Plaza de Armas” com cusqueños e
turistas do mundo todo. Diz a lenda que quem dá a volta completa pela Praça
terá sorte no ano que chega.
Feliz 2013 a todos!!
Muito legal ler seu blog, Rena. Transportei-me para esse local maravilhoso e com muita energia positiva. Que somente a leitura, me traga bons fluidos!!!!! Beijos
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