Às 7h já estávamos de pé, pois
tínhamos o dia inteiro de passeios pela frente. Tomamos café da manhã no hotel,
e um pouco antes das 8h, a van chegou para levar-nos ao ônibus no qual faríamos
o tour.
O passeio dura quase 12 horas e
custa 30 dólares por pessoa. Esse valor inclui transporte, almoço e serviços de
guia. A entrada para os sítios arqueológicos já tínhamos comprado quando
visitamos Sacsayhuamán (130 soles para todos os sítios arqueológicos – boleto grande).
A primeira parada é no Mercado
Artesanal Inkaq Samanan no Distrito de San Sebastián. O artesanato peruano é
apaixonante. Vale a pena levar uns soles só para compras “regalitos”, roupas de
frio, pulseiras, e muitas coisas mais (dificilmente aceitam cartão).
De lá, fomos para o Mirador de
Taray, onde a vista é de tirar o fôlego. De cima, pode-se ver o Rio Urubamba. Este
é o começo do que se chama Vale Sagrado dos Incas. No Vale, os Incas
conseguiram cultivar um dos melhores grãos de milho do mundo, utilizando a
técnica de agricultura em nivelamento e um sofisticado sistema de irrigação,
até hoje muito usados.
| No Mirador de Taray |
Depois de muitas fotos, dirigimo-nos ao sítio
arqueológico de Pisac, mais um exemplo da genialidade dos incas.
| Rio Urubamba |
| Tumbas onde eram colocados os corpos mumificados |
| Na entrada da cidade |
A cidade de Pisac também vale uma
visita. Artesanato, muita prata, e as famosas empanadas fazem um sucesso entre
os turistas.
| Nas ruelas de Pisac |
Após a visita, fomos direto
almoçar no povoado de Urubamba. Como o almoço estava incluso, não tivemos
opção, mas existem muitos restaurantes na cidade. Comemos em um tipo de Buffet.
Comida bem típica. Umas nem pude decifrar do que se tratava. Decidi comer
verduras e uma carne que estava bem apimentada. Só! Lá descobri uma coisa
interessante. No café da manhã no nosso hotel, serviam um bule bem pequenino de
café. Eu sempre reclamava que era pouco e frio. Lá nesse restaurante, descobri
que o café é bem concentrado, então, se deve colocar pouco na xícara e
acrescentar água quente (sempre tinha uma garrafa térmica em cima da mesa do café
da manhã, mas eu achava que era para o chá J).
Vivendo e aprendendo!
Pegamos novamente o ônibus e
fomos ao nosso destino final: o sítio arqueológico de Ollantaytambo, na
província de Urubamba. Esta cidade Inca constituiu um complexo militar,
religioso, administrativo e agrícola. A entrada é feita pela porta chamada
Punku-punku. A cidade fica a 2792 m de altitude acima do nível do mar e é preciso
fôlego, disposição e bons joelhos para subir os 200 degraus até o topo do forte
onde fica o inacabado Templo do Sol.
| 200 degraus! |
A vista é belíssima e as histórias, como
todas que ouvimos no Peru, impressionante. O trabalho feito nas pedras que se
encontram lá em cima é de qualidade e técnica inacreditável e vale dizer que
muitas daquelas pedras só podem ser encontradas a alguns quilômetros do local.
Então como os incas trouxeram-nas até o topo do forte é realmente inimaginável.
| Templo do Sol inacabado |
Do topo podemos ver o
reservatório de comida feito pelos incas para armazenar seus alimentos e
prevenir a falta de comida. O interessante é saber que como foram construídos
permitiam que os ventos fortes que batem diretamente na montanha criassem um
tipo de “refrigerador” capaz de conservar os alimentos por mais tempo. O que também impressiona é a visão da face de um Deus esculpida na montanha logo à frente.
| Silo de alimentos e face de um Deus Inca |
| Linda vista |
Voltamos ao hotel por volta de
7h30min. Logo depois do almoço, comecei a ter um desconforto muito grande no
estômago. Imaginei que tivesse sido o fato de andar tanto de ônibus subindo e
descendo serras cheias de curvas. Quando descemos na Plaza de Armas já me
sentia bem pior. Fiquei sentada na escadaria enquanto os meninos trocavam dinheiro
e compravam um lanche no McDonald’s (sim, em Cusco tem Mc e Starbucks). Pegamos
um táxi e fomos ao hotel.
Cheguei muito mal, tomei um banho e fui deitar na
esperança de dormir. Que nada! Nunca passei tão mal... A dor no estômago deu
lugar a ânsias de vômito, calafrios... tomei um omeprazol que não ajudou muito.
O vômito foi inevitável e junto com ele uma vontade louca de ir a banheiro. Em
um período de 20 min fui ao banheiro 4 ou 5 vezes e vomitei bastante. Já estava
desidratada, suando frio, com a pressão baixa e querendo precisando de um
médico. Graças a Deus, meu amor cuidou bem de mim, trouxe sal para a pressão,
álcool para os desmaios e duas garrafas de Gatorade que tomei rapidinho. Paulo
também comprou oxigênio, pois estava muito mal. Com todo esse carinho e cuidado
melhorei e consegui dormir, mas não conseguia parar de pensar que teria que
perder o grande passeio da viagem: Machu Picchu. Isso me encheu de tristeza...
Poderia ter poupado vocês desse
fim de noite, mas é importante deixar registrado que devemos ter cuidado com o
que comemos em um país estrangeiro. As comidas são diferentes, as condições de
higiene nem sempre as melhores, e olha que só almoçamos em restaurantes muito
bons e caros. Já tinha lido que não deveria comer alimentos crus como saladas,
mas ignorei completamente a dica. Resultado: Me dei muito MAL!
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