Dormimos feito pedra, mesmo não sendo o hotel lá essas coisas. Acordamos cedo, arrumamos a bagagem e fomos em busca de uma panadería para tomar el desayuno, já que o hotel não servia nem o famoso chá de coca. Rodamos bastante, mas como é domingo, pouca coisa estava aberta.
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| El Motokar en Puerto Maldonado |
Passamos pelo mercado para comprar folhas de coca, e conseguimos água quente pra preparar o chá. Levamos uma garrafa térmica (outra dica do nosso amigo Bruno Mesquita), para sempre termos chá de coca, quente e pronto para beber. Aqui, vale um parêntesis, os peruanos são bem prestativos e amigáveis. Foi um senhor Peruano que tínhamos acabado de conhecer que forneceu a água quente. Queríamos dar uma gorjeta pela gentileza, mas ele não aceitou. O mesmo aconteceu em um posto de gasolina, onde utilizamos o banheiro. não havia água na torneira para lavar as mãos, então uma menina peruana foi buscar não sei onde água limpa. Quando fui dar 4 soles de gorjeta ela perguntou: Por quê?? Insisti e enfim, ela aceitou.
Encontramos uma padaria bem boazinha, tomamos café com leite e comemos pão com queijo e presunto. Tudo bem gostoso, por 24 soles.
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| La panadería Madalena |
Deixamos Puerto Maldonado por volta das 9h, já atrasados, segundo nosso cronograma. Paramos em Mazuco para abastecer e logo depois começamos a subir a Sierra de Santa Rosa. A subida, apesar de dar a impressão contrária, não é considerável, pois nos leva a menos de 700m de altitude. No entanto, as curvas já podem deixar você enjoado. Eu e Yanna tomamos logo Dramin para evitar qualquer mal estar, e chá de coca, toda tempo!!! Nuca tomei tanto chá na vida, e confesso, não é nada gostoso... Mas sabíamos que era extremamente necessário para evitar o mal da altitude. Também conseguimos comprar oxigênio em spray. Não sei se era realmente necessário, mas por via das dúvidas, resolvemos comprar e usar assim mesmo.
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| Cinco soles de pedágio, mas pelo menos a estrada é perfeita |
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| Mapa que te dão no serviço de pedágio |
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| Cidadezinhas bem pobres ao longo da estrada |
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| Subindo a Sierra Santa Rosa (até Mazuco 363m de altitude) |
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| Curvas e mais curvas |
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| Estrada bem sinalizada |
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| Curvas bem íngremes |
Começa-se a subir a cordilheira mesmo, a partir da cidade de Quincemil e aí é subida, e mais subida, muita neblina, muitas curvas, llamas pela estrada, algumas pedras que deslizam das cordilheiras, muitos homens trabalhando na estrada, e a paisagem mais linda do mundo!!! Dá vontade de filmar toda a viagem, pois a cada momento, somos surpreendidos com visões cada vez mais lindas, casinhas de pedra, montanhas imponentes, nascentes que brotam das rochas e derramam águas no meio da estrada, cidadezinhas bem típicas com senhoras vestindo roupas bem coloridas e carregando de tudo nas costas (filhos, roupas, alimentos), riachos, cachoeiras, etc. Um verdadeiro paraíso natural!
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Subindo a Cordilheira
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| Lindas quedas d'águas por todo o trajeto |
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| Muita atenção nas curvas |
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| E dá-lhe chá de coca |
À medida que subimos, aumentamos a ingestão de chá de coca, inalamos um pouco de oxigênio e colocamos mais agasalhos, pois a temperatura cai repentinamente. Outra confissão: Tive muito medo, pavo r do mal da altitude, medo de passar mal no meio da montanha, medo, medo... mas, tudo passou quando chegamos ao pontoo mais alto da montanha, são 4.725 m acima do nível do mar. O Abra Pirhuayani é parada obrigatória. A sensação ao chegar é incrível. Como eu poderia chegar tão alto??? É realmente emocionante... Ainda fomos presenteados com um pouquinho de gelo caindo do céu que me lembrou muito neve. Ao sair do carro, fomos todos bem devagarzinho até a placa que mostra a que altitude em que estamos. Todos estávamos emocionados, era como se tivéssemos conseguido enfrentar a montanha, mas lógico com muito respeito!!! E o mais importante: Todos bem. Paulo sentiu um pouco de dor de cabeça, Yanna um pouquinho de falta de ar e só! Graças a todo o cuidado que tivemos tomando o chá, mascando a folha, inalando oxigênio, comendo pouco (apenas lanches) e bebendo muita água.
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| Meu amor nas alturas |
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| Ponto mais alto da estrada. Altitude mais alta que qualquer ponto no Brasil. |
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| Sensação de vitória e frio kkk |
De lá, começamos a descer até o nosso objetivo, a cidade de Cusco (o umbigo do mundo), que também encontra-se a uma altitude respeitável, 3.400 m.
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| Próximo aos restaurantes de truta frita |
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| Começando a descer |
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| Típica cidade do interior do Peru - multicolorida |
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| Feito por Deus |
Chegamos a Cusco antes da 6h. A cidade é bem grande e você precisa estar atento para não se perder. Pegando a Avenida de La Cultura chega-se ao centro histórico, onde ficam os principais hoteis. Mas não se preocupe, pois a cidade é bem sinalizada também. Apesar de ser uma cidade cosmopolita, com hotéis luxuosos e com um turismo forte, vimos muita pobreza logo na entrada da cidade.
Nosso hotel fica na Avenida Tullamayo. O hotel é bem bonzinho. Os quartos são grandes, com dois andares, cama de casal, sofá, duas TVs, banheira e etc. Adoramos. Um guia de turismo veio logo oferecer seus serviços e acredito que faremos o city tour e o passeio a Machu Picchu com ele. O city tour custa 15 dólares por pessoa, mais 105 solis para as entradas nas igrejas e demais atrações. Já o passeio a Machu Picchu sai por 250 dólares no cartão ou 230 à vista. Importante: Aqui em Cusco, dificilmente você consegue trocar reais, portanto, traga dólares ou troque o dinheiro em Iñapari, na fronteira.
Não senti nada de enjoos, mal estar ou dor de cabeça, enfim o sorocchi não me pegou. No entanto, ao chegar ao quarto do hotel, acho que a pressão baixou e senti um frio intenso. Paulo trouxe mais chá de coca, me cobriu com várias mantas, ligou o aquecimento e nada de passar o frio. Tinha decidido não sair no primeiro dia mesmo, pois li em muitos relatos que ao chegar deveríamos descansar. Deu certo, o frio passou e cá estou eu colocando o blog em dia assistindo à Marília Gabriela na TV. Também assistimos ao fantástico e ao Faustão (kkkk), ou seja, o domingo à noite foi bem comum, mas amanhã, vamos começar a explorar a cidade, suas ruínas, comidas e lugares maravilhosos.
OBS: os vídeos só postarei quando chegar ao Brasil, pois a Net aqui é muito lenta. Beijooo
Que bom que correu tudo bem.
ResponderExcluirGraças a Deus!
Bruno Mesquita