domingo, 30 de dezembro de 2012

Rumo a Maldonado

Como combinado, saímos de Porto Velho às 5h da manhã. Levamos bastante lanche para não ter que parar na estrada. Paulo começou dirigindo e só parou às 12h. Na verdade, fizemos pequenas paradas para banheiro e gasolina, mas fora isso, foi estrada e mais estrada.

Bem confortável para pegar a estrada
Chuva na estrada, cuidado dobrado!
A estrada até Capixaba, no Acre, está tranquila, mas depois começam os buracos. Nada alarmante, mas que requer cuidado do motorista. Nessa hora, Demi já estava dirigindo e eu e Paulo no banco de trás. Confesso que depois das, dormi até chegar a Puerto Maldonado. A paisagem não é muito diferente da que temos aí no norte, então nada me chamou muito a atenção. 

Por volta de 3h chegamos a Assis Brasil, divisa com Iñapari - Peru. Lá o trâmite é bem simples. Você deve ir ao posto da Polícia Federal preencher um formulário e carimbar seu passaporte. Não demorou mais que 20 minutos. Já na parte peruana... Que desorganização! Apenas 1 rapaz na imigração para carimbar passaportes, dar informações, receber os formulários e etc. E como tinha gente!!! Na maioria brasileiros vindo de todos os cantos, Santa Catarina, Roraima, Rio de Janeiro, Acre e etc. Depois que você preenche o formulário peruano, caso esteja de carro, tem que levar a documentação para ser conferida logo ao lado. Não esqueça de levar as cópias do documento de identidade, documento do carro, CNH e cópia do formulário preenchido na imigração peruana. Aqui também, apenas uma pessoa para dar conta de todo o trabalho. Resultado, só saímos de Iñapari às 5h.





A estrada, então melhora bastante, mas não pense que você irá poder imprimir grande velocidade, pois existem muitas curvas e muitas, mas muitas lombadas!!!! Eu vi algumas, pois, como disse, estava dormindo a maior parte do tempo zzzz, efeito do Resfenol que estou tomando. Choveu quase toda a viagem.


Chegamos a Puerto Maldonado por volta de 8h.  A cidade me pareceu bem pobre, muitos casebres, motokars pela rua, sujeira, enfim, não é uma cidade agradável, mas você consegue encontrar lugares bons pra comer, assim como hotéis luxuosos que chegam a cobrar R$ 600,00 a diária.






Resolvemos logo jantar, já que não tínhamos almoçado. Seguindo a dica de nosso amigo Bruno Mesquita, fomos ao Burgos's Restaurant. Pedimos pescado e lomo a la parrila. Pratos bem servidos, comida gostosa e preço razoável, 120 soles ou quase R$ 120. Isso mesmo!!!!!! O câmbio disparou com a quantidade de turistas brasileiros vindo para o Reveillon. Conseguimos trocar o Real a 1,05 lá em Iñapari, mas aqui em Puerto Maldonado já está .90! Um roubo. Mas nosso lema há muito tempo é quem converte não se diverte, então bora que bora.

Ótima dica do nosso amigo Bruno Mesquita
Fim de noite em Puerto Maldonado
O hotel em que estamos é o Hospedaje Tres Fronteras. Hotel bem simples a 120 soles a diária sem café da manhã!!!! 

Resolvemos logo comprar a Sorocchi pill (2 soles cada). Na farmácia principal, já estava esgotada. Os turistas acabaram com toda a reserva, mas conseguimos comprar em uma farmácia menor.Segundo a atendente, você deve tomar 1 a cada 8 horas para evitar os desconfortos da altitude, mas apenas no primeiro dia. Vamos ver, né? 

Amanhã, pretendemos sair por volta de 8h, e a previsão de chegada em Cusco é lá  para às 18h.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Véspera da viagem...

Agora sim, tudo pronto. Sempre soube que planejamento é importantíssimo para o sucesso de qualquer coisa na vida (exceto aqueles impulsos saudáveis, é claro!) Até tinha comentado no post anterior, como vinha planejando nossa viagem ao Peru.

Quando você viaja para outro país, muitas coisas devem ser pesquisadas, como: qual a moeda, qual a língua, costumes, onde ficar, comidas típicas, lugares para visitar e etc. Quando você vai de carro, algumas devem ser observadas, principalmente quanto ao carro. No nosso caso, a priori, iríamos de carro alugado, mas depois de pensar bem e colocar na planilha o valor do aluguel do carro, decidimos ir mesmo no nosso carrinho, um Siena 1.0. 

Mandamos trocar todos os pneus, balancear, checar freios, luzes e tudo o mais, enchemos o tanque e lembramos que tinha taxa sem ser paga, então providenciamos logo o pagamento. Ao sair do país, todos os documentos do carro e motorista são pedidos na fronteira. Se tiver algo faltando, não passa. Então, pagamos as taxas, tiramos cópias das CNH's, passaportes e hoje de manhã fomos buscar o documento que é impresso no DETRAN. Para meu desespero, o sistema estava fora do ar... 

Já fiquei triste, mas confiante de que até às 18h, o bendito sistema iria voltar. QUE NADA!!! Não voltou, e aí, bateu o desespero... férias? Reveillon em Cusco? Machu Picchu? Incas? O saboroso 'cuy' e o 'pisco sour' já eram!!!! 

Comecei logo a chorar, e foi aí então que a mãe do meu querido amigo Demi resolveu desisitir da viagem para que fóssemos com ele e Yanna. Putz, que vergonha. Tudo porque EU deixei para pegar o documento nos 45 do segundo tempo...

Planeje bem sua viagem

Relutei, mas ela conversou comigo e me fez acreditar que realmente não ficaria chateada caso não fosse e que queria que nós (eu e Paulo) fóssemos com Demi e Yanna. Só Deus mesmo pra colocar esses anjos na nossa vida!

Fiz várias reuniões, pesquisei em todos os sites possíveis, consultei um médico sobre problemas com altitude, conversei com todos os amigos que já fizeram a viagem, mas o principal, o documento do carro em dia, eu esqueci...

Bom, fica a lição! Para viajar é preciso planejar e muito, pensar em tudo, fazer listas e listas e checá-las todas, sempre!

Bom, pelo menos ficou tudo resolvido e vamos sim em nossa aventura!!!! Lanches prontos, reservas feitas, cópias dos documentos tiradas, dinheiro, cartões, farmacinha básica, malas prontas e agora é tentar descansar um pouco, pois amanhã saímos às 4h30min de Porto Velho rumo a Puerto Maldonado. E que Deus nos acompanhe! Beijos em todos!

¡Buen viaje a nosotros!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Mais uma aventura: Machu Picchu

Olá, depois de um tempo sumida, aqui estou eu de volta, pronta para mais uma aventura. Tínhamos tudo planejado para passar as festas de fim de ano no nordeste, mas surgiu  a oportunidade de realizar um velho sonho: conhecer as ruínas de Machu Picchu.

Machu Picchu (Peru)

Sempre tive esse sonho, mas Paulo nunca foi muito entusiasta em relação a essa viagem. Comentei com um amigo de trabalho, o Demi, e ele também se mostrou animado com a viagem. Decidida então, nem precisei argumentar muito para convencer Paulo, ele logo aderiu à ideia. O sonho estava começando a ter formas de realidade.

Primeiro passo: planejamento!

Resolvemos fazer uma reunião para decidir que providências deveriam ser tomadas antes da viagem.

Demi veio sozinho, pois Yanna, sua namorada e também companheira de viagem, não pode vir. Tínhamos muitas dúvidas e resolvemos dividir as tarefas a serem feitas durante a semana. As dúvidas eram muitas, vou citar apenas algumas para vocês terem uma ideia:

Quanto levar? Alugar um carro ou ir no nosso 1.0? Onde dormir? O que tomar para se prevenir quanto ao Soroche (mal da altitude)? Levar ou não oxigênio? 

Bom, decidimos então pesquisar o valor do aluguel de carros, reservar os hotéis, comprar o tal do oxigênio, consultar um médico para saber como minimizar os efeitos da altitude, fazer planilha estimativa de custos, entrar em contato com um agente de turismo para reservar o passeio para Machu Picchu (passagem de trem e entrada para o parque).

As dicas de hotéis consegui pesquisando na internet, assim como o nome, telefone e email do agente de viagens. 

Algumas coisas já ficaram definidas: Somos 5 viajantes: eu, Paulo, Demi, Yanna e a mãe do Demi. Vamos sair no sábado, dia 29.12.12, às 5h da manhã de Porto Velho e dormiremos em Puerto Maldonado, uma cidade a 1,008km de Porto Velho. No dia seguinte, dia 30, partiremos para Cuzco.

Cuzco (Peru)

Ainda estamos a procura de um hotel em Puerto Maldonado, mas já tenho algumas dicas. Durante a semana, vou contatar os hotéis e ver qual a melhor opção disponível.

O frio na barriga, confesso, já começou, principalmente por conta da altitude. Vamos subir a 4.725m, para depois descer até Cuzco que fica a 3.400m acima do nível do mar. Ufaaa, não é para se assustar?

Estrada do Pacífico - Rodovia Interoceânica

quarta-feira, 28 de março de 2012

Londres 27.03.2012



Sempre após uma noite de vinhos, é lógico que bate uma canseira. Ainda mais depois de 25 dias viajando,  por isso, acordamos por volta das 15:00.

Depois de bem nutridos por um café da manhã Britânico (ovos, bacon, salsicha, cogumelos, tomates, feijão e pão  + café com leite - € 5,95), fomos bater perna.



Conhecer Londres com uma pessoa que já mora aqui há 8 anos é outra coisa. Visitamos lugares maravilhosos que poucos turistas conhecem, como o borough de Richmond (um dos 31 boroughs de Londres), onde até Jaeger tem uma casa. 




Fomos até lá a pé desde a casa da Raquel, o que leva mais ou menos uma hora, mas sempre passando por lugares incríveis e vistas belíssimas, como o Teddington Lock. Os maiores parques de Londres ficam aqui.  Ao chegar ao bairro, percebemos logo tratar-se de um lugar mais nobre da cidade. Para se ter uma casa aqui você precisa ter  muita grana ou ser filha de um dos Rolling Stones.

Por todo o percurso, vemos gente correndo, fazendo exercícios, jogging, praticando canoagem no Tâmisa, mães passeando com seus bebês, ou pessoas sentadas, lendo um livro e tomando um vinho. Muito bom mesmo.

Visitamos o Richmond Theater e The Green que é um espaço em frente ao teatro onde as pessoas fazem picnics, jogam bola, ou tomam um vinho.





À noite, tomei uma Jambalaya soup que compramos no supermercado (um dos lugares mais maravilhosos para mim kkkkk). Se eu morasse aqui teria que correr muito nesses parques da rainha kkkk.

Londres 26.03.12


Hoje Jon teve que ir trabalhar, então Raquelzinha foi nosso guia (e que Guia maravilhosa!!!). Saímos logo após o café da manhã, que sempre é servido com baguetes e croissants deliciosos.

Pegamos o trem e fomos para South Kensington um bairro cheio de cafés franceses e de franceses também. Raquel nos contou que aqui os museus são na sua maioria de graça o que eu achei bastante interessante. O primeiro que visitamos foi o National History Museum.

O prédio em si já vale uma visita. O seu acervo então, vale uma  tarde inteira. Ficamos um bom bocadinho de tempo lá apreciando as várias espécies de bichos do mundo todo e de todas as épocas. O museu é do ano de 1881 e tem mais de 70 milhões de espécies (precisa dizer mais?). Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi ver o material coletado por Darwin. Sensacional.





Atravessando a rua, você encontra o Albert & Victoria Museum (mais conhecido com V&A).  De 1852, ainda traz em seus muros lembranças das bombas que caíram em Londres durante a Segunda Guerra Mundial. É o maior museu de arte decorativa do mundo. Amei! Acho que Paulo ficou um pouco entediado (talvez pela fome), mas eu e Raquel ficamos deslumbradas com as joias, móveis, pinturas, prataria, e etc.

V&A Museum
Saindo de lá, fomos direto almoçar em uma creperia (quem me conhece, sabe que é o meu prato preferido). Comemos crepe salgado e doce (aproximadamente € 9,00 cada, dependendo do recheio), verdadeiramente francês, apesar de feito por uma família portuguesa (uma delícia).

Em South Kensington, também fomos conhecer o Royal Albert Hall, uma sala de espetáculos lindíssima, e o Monumento em sua homenagem (Albert era o marido da Rainha Vitória, que era completamente apaixonada por ele).



Royal Albert Hall
O fim da tarde foi em Camden  Town um lugar maravilhoso para compras, onde várias tribos se encontram. Você encontra de tudo, mas de tudo mesmo, roupas (qualquer estilo), cds, comida (até coxinha, pão de queijo), decorações de todos os lugares do mundo. Há também vários brechós, onde você pode garimpar coisas bem interessantes. Para mim, com certeza um dos lugares que mais me fez lembrar minha Bá. Não deixem de visitar esse lugar. Foi aqui que morou Amy Winehouse e onde fica seu pub favorito!!!



À noite, tomamos vinho, comemos vários tipos de queijo e passamos uma noite incrível escutando as histórias da Inglaterra, da família real e da família de Jon, muito bem contadas pela sua mãe, a doce e meiga Janette.

domingo, 25 de março de 2012

Londres 25.03.12


Fizemos um passeio bem turístico, passando pelos pontos famosos de Londres, como a Tower of London e a London Bridge, almoçamos em um delicioso café parisiense, conhecemos o British Museum com suas múmias e seus famosos mármores de Elgin, que a Grécia tanto quer de volta, já que foram “roubados” do Partenon de Atenas, paramos na Trafalgar Square para ver o movimento, visitamos The National Gallery (grátis como a maioria dos museus) que fica em Trafalgar e também é um dos mais importantes do mundo, e terminamos o dia em Piccadily Circus, o point de muitos turistas aqui em Londres, cheio de bares, restaurantes e lojinhas.

London Bridge
The Tower of London
British Museum
The National Gallery
Trafalgar Square

Piccadilly Circus

Piccadilly Circus
À noite fizemos um happy hour em um dos milhares de great restaurants de Londres, apenas uns tira gostos, pois, quando chegamos em casa um banquete com vitela, apple sauce, salad e outras delícias nos esperavam.


Fizemos todos os passeios de trem, ônibus e metrô (€ 8,50 o Travel Card, que te dá direito a usar qualquer dos meios de transporte/por dia). Dia gostoso e bem movimentado que me deixou pouco tempo para escrever no Blog. Amanhã tem mais.

Londres 24.03.12



Acordei já com saudades de Lier, Renata e Dries. Os dias que ficamos na Bélgica não serão nunca esquecidos. Realmente Renata e Dries fizeram a gente se sentir em casa e depois de tanto tempo fora do nosso país, longe de família e amigos, nada melhor do que encontrar pessoas tão queridas e amáveis como eles. De coração meus amores: OBRIGADA.

Saímos de Lier por volta das 11h00min, pegamos o trem para Antuérpia e de lá para Bruxelas. Nosso trem de Bruxelas para Londres saiu exatamente às 14h56min. Como vocês sabem a Inglaterra tem regras próprias de imigração, então antes de entrar no trem tivemos que passar pela imigração. Achei bem desconfortante. Fizeram várias perguntas, como onde trabalhávamos, o que fazíamos no Brasil, pediram pra gente mostrar a passagem de volta para o Brasil e ficaram curiosos em saber com quem ficaríamos em Londres, já que o endereço que eu tinha não era de nenhum hotel. Graças a Deus deu tudo certo, mas o oficial me aconselhou a da próxima vez ter todo o itinerário reservado e comprado (lembrem que estamos comprando as passagens dentro da Europa apenas quando chegamos ao local e depois de decidirmos quanto tempo queremos ficar. Nada muito planejado, o que para os Britânicos não deve ser muito bom).

A viagem de trem é super tranquila. Os trens da Eurostar definitivamente são os melhores em que viajamos. A minha única aflição foi ter que passar por dentro do canal da mancha. São 50,5 km embaixo d’água. Imaginem, de tarde, de repente a paisagem some, fica tudo escuro, os ouvidos sentem a pressão como se estivéssemos em um avião e passamos um bom tempo dentro deste túnel. Senti um pouco de claustrofobia e raiva do Paulo por estar dormindo como um anjo enquanto eu me desesperava (kkkkk brincadeira). Mas fechei logo os olhos e tratei de pensar em outras coisas. Logo, logo saímos do túnel e a paisagem linda voltou.


Chegamos a Londres por volta das 16:00 hora local. Raquelzinha e Jon já estavam nos esperando. Deixamos a bagagem na estação (€ 8,50 cada item) e fomos fazer um tour pela cidade: Green Park, Buckingham Palace, Webmister Abbey, vimos o Big Ben, London Eye, o Rio Tâmisa e muito mais, porque em Londres sempre há algo para ver, admirar, experimentar.









Depois de muito passear, paramos em um restaurante onde Paulo comeu o tradicional fish and chips. Muito bom, por sinal. Para o transporte, a melhor opção que encontramos foi comprar o travel card (€8,50 por dia) que te dá direito a usar todos os meios de transporte.

Voltamos para casa já tarde e fiquei matando a saudade da minha querida amiga que não via há tanto tempo. Essa viagem está sendo mesmo maravilhosa, visitando novos lugares e revendo velhos amigos. Perfect.