Acordamos por volta de 4 da
manhã, lanchamos algo que tínhamos comprado no mercado no dia anterior, porque
obviamente o café da manhã, àquela hora, não seria servido no hotel. Nosso guia
chegou pontualmente às 5h e levou-nos ao ônibus que nos transportaria até Ollantaytambo,
onde pegaríamos um trem até Águas Calientes e, de lá, um ônibus até Machu Picchu.
O frio estava intenso, mas a emoção falava mais alto!
O passeio não é barato: 250
dólares por pessoa e inclui as passagens de ida e volta de ônibus a Ollantaytambo
(mais ou menos 2 horas de viagem), a viagem de trem (mais ou menos 1 hora, a
viagem de ônibus de Águas Calientes até Machu Picchu (mais ou menos 20 min), a
entrada a Machu Picchu e os serviços de um guia que nos acompanha em mais de duas
horas de passeio na montanha.
| Na estação de trem |
| Já no trem rumo à Águas Calientes |
| Correnteza sempre forte da Cordilheira |
| Lanchinho |
Chegamos a Machu Picchu, a cidade
do Inca Pachacútec (que em quéchua significa “Montanha Velha”), por volta de 10h00min
e ficamos lá até 14h00min, sempre acompanhados do guia e do nosso grupo. Lá,
diferentemente de Cusco, estava bem quente e pegamos um bronze daqueles. A dica
é levar roupas de frio (pois, tanto na saída de Cusco quando na volta à cidade,
a temperatura está muito baixa), e deixá-las no guarda volumes já na entrada de
Machu Picchu (5 soles). Ahh, e leve água, pois na montanha não se vende nada, é
claro!
O lugar impressiona por sua
grandiosidade, perfeição e conservação. As histórias contadas pelo guia acerca
daquele povo que conseguiu construir uma cidade em cima de uma montanha, na
cordilheira do Andes, rodeada por rio e outras montanhas ainda mais altas, deixam
tudo mais maravilhoso. Na cidade encontramos diferentes divisões como o
Sagrado, onde fica Intiwatana, o Templo do Sol e o Templo das Três Janelas; o
dos Sacerdotes e da Nobreza; e o “bairro dos agricultores”. Cada um com sua
arquitetura específica. O fim daquela civilização ninguém sabe ao certo como se
deu, mas as possibilidades seriam uma grande seca, ou doenças como febre
amarela e malária. O interessante é que quase todos os restos mortais
encontrados eram de mulheres, o que, segundo o guia, leva a crer que os homens
estavam em busca de alimento, água ou algo que fosse necessário para a
população.
Como os Incas chegaram àquela
montanha, como cultivaram e armazenaram seus alimentos, como utilizavam o sol
para o cultivo e para terem noção do tempo, como a montanha foi encontrada, o
porquê de estar tão intacta, suas crenças, seu lazer, tudo era novo, diferente
e incrível para nós.
Sentimos-nos pequenos, e ouso até dizer meio bobos, pois com toda nossa tecnologia não conseguimos fazer muito do que há tanto tempo foi feito por aquele povo. Acho que a maior diferença entre nós e eles é o respeito pela natureza, coisa que há muito perdemos! Depois que acaba o tour, você pode ficar mais tempo na montanha, mas como estávamos morrendo de fome e bem cansados, resolvemos deixar aquela maravilhosa cidade.
Sentimos-nos pequenos, e ouso até dizer meio bobos, pois com toda nossa tecnologia não conseguimos fazer muito do que há tanto tempo foi feito por aquele povo. Acho que a maior diferença entre nós e eles é o respeito pela natureza, coisa que há muito perdemos! Depois que acaba o tour, você pode ficar mais tempo na montanha, mas como estávamos morrendo de fome e bem cansados, resolvemos deixar aquela maravilhosa cidade.
Almoçamos em Águas Calientes.
Pedimos uma deliciosa Truta (35 soles), que é um prato bem comum nessa região
do Peru. Que saboroso. Lembrou-me muito o salmão (Na verdade, são da mesma
família). Como nosso trem de volta só sairia às 18h45min, (tarde assim não por
escolha nossa, mas porque os trens estão sempre lotados, e se você compra sem
muita antecedência, não tem muita opção de horário), aproveitamos o tempo
restante para conhecer a cidade que é cheinha de pousadas, bares, restaurantes
e lojas de artesanato. Não chegamos a entrar no local dos Banhos Termais (20
minutos andando do centro de Águas Calientes). Chegamos à entrada, mas como não
tínhamos levado roupa de banho, demos meia volta. A entrada custa 10 soles e você
pode alugar toalhas no caminho.
Saímos às 19h45min em ponto. O
serviço da Peru Rail é muito bom. Assentos marcados, lanchinho (bem básico) no
caminho e conforto fazem a viagem bem agradável, mesmo estando todos exaustos. O
trem nos levou a Ollantaytambo, onde nosso ônibus nos esperava. O plano era
sair às 20h e chegar por volta de 22h, mas só chegamos à meia noite! Vou contar
o que aconteceu: os passeios são todos terceirizados, então, vale dizer que
nosso agente de viagens, o Carlos, nada teve a ver com o que aconteceu. A confusão
toda foi que o pessoal responsável pelos ônibus (Lucy Bus) perdeu o controle no
número de tickets vendidos e o resultado foi que um grupo de brasileiros ficou
sem transporte de volta a Cusco. Revoltados e digamos, pouco racionais, o bando
resolveu levantar a corrente da saída do estacionamento e fazer uma barricada
humana para impedir que partíssemos. Éramos o último ônibus!!! Resumindo,
depois de muita briga entre o nosso grupo, composto de argentinos, peruanos, brasileiros,
japoneses e outros povos (briga com direito a porrada entre o argentino do
nosso grupo e o brasileiro louco do outro lado; mulher apanhando, pois a argentina
também levou uns sarrafos), muito stress e muitas horas depois, conseguimos
sair às 22h. Só saímos porque o responsável pelos ônibus (que tinha
desaparecido) deve ter tido conhecimento da confusão que se instalara e resolveu
dar o ar da graça e pagar uma van para levar os brasileiros a Cusco. Coisa
simples que poderia ter sido resolvida bem antes, sem nenhuma daquelas cenas lastimáveis
que tivemos que presenciar. Cartão vermelho para o serviço de ônibus Lucy Bus e
para os brasileiros vândalos que ameaçaram até apedrejar nosso ônibus, caso forçássemos
a saída. Chegamos a Cusco, hiper cansados, por volta de meia noite, pegamos um
táxi (4 soles), porque o ônibus só nos leva até a Plaza de Armas e finalmente
pudemos descansar.
Ficou só aquele pensamento na
minha cabeça: como pudemos retroceder tanto?? Os incas estavam tão mais evoluídos
que nós, pessoinhas briguentas, estressadas, egoístas... Hora de mudar, galera!
Agora sãos e salvos, sem altitude, sem falta de oxigênio e no conforto do seu apartamento e nós tranquilos!!!!! Beijão
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