domingo, 6 de janeiro de 2013

03.01 Realizando um sonho: Visita a Machu Picchu

Não é tarefa fácil chegar a um lugar tão magnífico como Machu Picchu, mas com certeza, todo esforço é válido. Ainda pensei se deveria ir ou não, mas acordei tão bem, e para mim era simplesmente inconcebível estar no Peru e não visitar a cidade Inca mais famosa do mundo, uma das 7 maravilhas do mundo.

Acordamos por volta de 4 da manhã, lanchamos algo que tínhamos comprado no mercado no dia anterior, porque obviamente o café da manhã, àquela hora, não seria servido no hotel. Nosso guia chegou pontualmente às 5h e levou-nos ao ônibus que nos transportaria até Ollantaytambo, onde pegaríamos um trem até Águas Calientes e, de lá, um ônibus até Machu Picchu. O frio estava intenso, mas a emoção falava mais alto!

No ônibus para Ollantaytambo 5 da manhã.


O passeio não é barato: 250 dólares por pessoa e inclui as passagens de ida e volta de ônibus a Ollantaytambo (mais ou menos 2 horas de viagem), a viagem de trem (mais ou menos 1 hora, a viagem de ônibus de Águas Calientes até Machu Picchu (mais ou menos 20 min), a entrada a Machu Picchu e os serviços de um guia que nos acompanha em mais de duas horas de passeio na montanha.


Na estação de trem

Já no trem rumo à Águas Calientes



Correnteza sempre forte da Cordilheira

Lanchinho


Chegamos a Machu Picchu, a cidade do Inca Pachacútec (que em quéchua significa “Montanha Velha”), por volta de 10h00min e ficamos lá até 14h00min, sempre acompanhados do guia e do nosso grupo. Lá, diferentemente de Cusco, estava bem quente e pegamos um bronze daqueles. A dica é levar roupas de frio (pois, tanto na saída de Cusco quando na volta à cidade, a temperatura está muito baixa), e deixá-las no guarda volumes já na entrada de Machu Picchu (5 soles). Ahh, e leve água, pois na montanha não se vende nada, é claro!






O lugar impressiona por sua grandiosidade, perfeição e conservação. As histórias contadas pelo guia acerca daquele povo que conseguiu construir uma cidade em cima de uma montanha, na cordilheira do Andes, rodeada por rio e outras montanhas ainda mais altas, deixam tudo mais maravilhoso. Na cidade encontramos diferentes divisões como o Sagrado, onde fica Intiwatana, o Templo do Sol e o Templo das Três Janelas; o dos Sacerdotes e da Nobreza; e o “bairro dos agricultores”. Cada um com sua arquitetura específica. O fim daquela civilização ninguém sabe ao certo como se deu, mas as possibilidades seriam uma grande seca, ou doenças como febre amarela e malária. O interessante é que quase todos os restos mortais encontrados eram de mulheres, o que, segundo o guia, leva a crer que os homens estavam em busca de alimento, água ou algo que fosse necessário para a população.




Como os Incas chegaram àquela montanha, como cultivaram e armazenaram seus alimentos, como utilizavam o sol para o cultivo e para terem noção do tempo, como a montanha foi encontrada, o porquê de estar tão intacta, suas crenças, seu lazer, tudo era novo, diferente e incrível para nós. 


















Sentimos-nos pequenos, e ouso até dizer meio bobos, pois com toda nossa tecnologia não conseguimos fazer muito do que há tanto tempo foi feito por aquele povo. Acho que a maior diferença entre nós e eles é o respeito pela natureza, coisa que há muito perdemos!  Depois que acaba o tour, você pode ficar mais tempo na montanha, mas como estávamos morrendo de fome e bem cansados, resolvemos deixar aquela maravilhosa cidade.

Almoçamos em Águas Calientes. Pedimos uma deliciosa Truta (35 soles), que é um prato bem comum nessa região do Peru. Que saboroso. Lembrou-me muito o salmão (Na verdade, são da mesma família). Como nosso trem de volta só sairia às 18h45min, (tarde assim não por escolha nossa, mas porque os trens estão sempre lotados, e se você compra sem muita antecedência, não tem muita opção de horário), aproveitamos o tempo restante para conhecer a cidade que é cheinha de pousadas, bares, restaurantes e lojas de artesanato. Não chegamos a entrar no local dos Banhos Termais (20 minutos andando do centro de Águas Calientes). Chegamos à entrada, mas como não tínhamos levado roupa de banho, demos meia volta. A entrada custa 10 soles e você pode alugar toalhas no caminho.








Saímos às 19h45min em ponto. O serviço da Peru Rail é muito bom. Assentos marcados, lanchinho (bem básico) no caminho e conforto fazem a viagem bem agradável, mesmo estando todos exaustos. O trem nos levou a Ollantaytambo, onde nosso ônibus nos esperava. O plano era sair às 20h e chegar por volta de 22h, mas só chegamos à meia noite! Vou contar o que aconteceu: os passeios são todos terceirizados, então, vale dizer que nosso agente de viagens, o Carlos, nada teve a ver com o que aconteceu. A confusão toda foi que o pessoal responsável pelos ônibus (Lucy Bus) perdeu o controle no número de tickets vendidos e o resultado foi que um grupo de brasileiros ficou sem transporte de volta a Cusco. Revoltados e digamos, pouco racionais, o bando resolveu levantar a corrente da saída do estacionamento e fazer uma barricada humana para impedir que partíssemos. Éramos o último ônibus!!! Resumindo, depois de muita briga entre o nosso grupo, composto de argentinos, peruanos, brasileiros, japoneses e outros povos (briga com direito a porrada entre o argentino do nosso grupo e o brasileiro louco do outro lado; mulher apanhando, pois a argentina também levou uns sarrafos), muito stress e muitas horas depois, conseguimos sair às 22h. Só saímos porque o responsável pelos ônibus (que tinha desaparecido) deve ter tido conhecimento da confusão que se instalara e resolveu dar o ar da graça e pagar uma van para levar os brasileiros a Cusco. Coisa simples que poderia ter sido resolvida bem antes, sem nenhuma daquelas cenas lastimáveis que tivemos que presenciar. Cartão vermelho para o serviço de ônibus Lucy Bus e para os brasileiros vândalos que ameaçaram até apedrejar nosso ônibus, caso forçássemos a saída. Chegamos a Cusco, hiper cansados, por volta de meia noite, pegamos um táxi (4 soles), porque o ônibus só nos leva até a Plaza de Armas e finalmente pudemos descansar.

Ficou só aquele pensamento na minha cabeça: como pudemos retroceder tanto?? Os incas estavam tão mais evoluídos que nós, pessoinhas briguentas, estressadas, egoístas... Hora de mudar, galera!

Um comentário:

  1. Agora sãos e salvos, sem altitude, sem falta de oxigênio e no conforto do seu apartamento e nós tranquilos!!!!! Beijão

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